468










Informações Locais
Brasil
Europa
América do Sul
America do Norte
Ásia
América Central / Caribe
África
Oceania

Informações Gerais
Trabalho no Exterior
Passagens Aéreas
Dicas de Imigração
Como me Locomover
Onde Dormir
Como me alimentar
Preparar a Mochila
Quanto vou Gastar
Notícias do Turismo
Vistos e Vacinas

Comunidade
Fórum VDM
Mochileiros em Viagem

Ferramentas
Álbum de Fotos
Conversor de Moedas
Conversor de Medidas
Quiz Voudemochila

Institucional
Anuncie no Voudemochila
Quem somos
Política de Privacidade
Fale Conosco
Questões Frequentes
Indique o Voudemochila
News Voudemochila
Estatísticas do Site
Trabalhe Conosco
Mapa do Site
Links Úteis

Parceiros
Vagas de emprego Jooble

Ler notícias Home > Notícias > Ler notícias
O verde-amarelo começa a se espalhar pelo mundo
fonte : O Estado de São Paulo
05-Out-2006


O Brasil é o quarto entre os países em desenvolvimento que mais investem no mundo, superado apenas pela China, Cingapura e Taiwan. Segundo o Banco Central , o estoque de Investimento Direto no Exterior (IDE) do País alcançava, em setembro de 2005, a cifra de US$ 71,5 bilhões. Por IDE entenda-se o dinheiro aplicado pelas empresas brasileiras em outros países em operações produtivas - fábricas, centros de logística e de distribuição, franquias, agências bancárias, plantações e canteiros de obras, entre outras atividades. Estima-se que esse valor aumente para algo em torno de US$ 80 bilhões no próximo relatório do BC sobre o tema, marcado para o final deste mês.

Embora ainda esteja longe de refletir o tamanho da economia do País - 13% do PIB, ante 24% da média mundial - o volume do IDE brasileiro é expressivo e deve ser comemorado sob muitos aspectos. Em primeiro lugar, por sinalizar a definitiva descoberta do mercado internacional pelas empresas brasileiras, após um longo confinamento, que durou até o começo dos anos 1990, determinado por uma economia fechada e protegida, hostil à competição.

Ao lado da tradicional aversão ao risco de parte do empresariado nacional (com raríssimas exceções), vivia-se uma espécie de constrangimento ideológico que inibia quem pretendesse tentar a sorte além-fronteiras. Acreditava-se, simplisticamente, que investir lá fora significava desviar recursos escassos e exportar empregos de que o Brasil tanto precisava.

Felizmente, como provam os números do IDE, essa situação mudou. Como retrata esta edição de Brasil com Z, cresce aceleradamente o número de empresas brasileiras que descobriram que seu mercado é o mundo, que não devem limitar-se a apenas exportar , e que internacionalizar sua cadeia produtiva pode se constituir num elemento-chave de sucesso. Inclusive, para compensar as limitações do mercado interno e reduzir o chamado risco Brasil.

A despeito de serem, em sua maioria, o que os especialistas chamam de "ate movers", algumas das multinacionais brasileiras começam a se destacar. Doze delas, por exemplo, integram uma lista de "100 desafiantes globais", elaborada pela consultoria americana Boston Consulting Group( BCG), constituída por empresas que já começam a ameaçar a hegemonia das multinacionais estabelecidas.

Outro dado animador é que não são apenas as grandes corporações que resolveram fincar bases no exterior. A cada ano, aumenta o rol das pequenas e médias empresas envolvidas. Encarado, diga-se, com as próprias forças. A realidade é que, à parte os esforços na área de promoção comercial, como os da Agência de Promoção das Exportações (Apex-Brasil), e a recente criação de uma linha de financiamento pelo BNDES, pouco utilizada, ainda é tímido o apoio concreto à internacionalização dado pelo governo federal.


mais notícias