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Ler notícias Home > Notícias > Ler notícias
Testes da Aeronáutica mostram equipamentos de controle sem falha
fonte : Reuters / Uol
07-Out-2006


As inspeções da Aeronáutica demonstram até o momento que não houve falha nos equipamentos de controle do espaço aéreo, que também foram utilizados para tentar contato com o jato Legacy antes da colisão com o avião da Gol, que resultou na morte de 154 pessoas no dia 29 de setembro, informou o responsável pelo controle na quinta-feira.

"Toda a visualização e comunicação estão gravadas. Ainda falta realizar um vôo, mas até agora não identificamos nenhuma falha de equipamento nossa", afirmou o tenente-brigadeiro Paulo Roberto Cardoso Vilarinho, diretor do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea).

"Estou bastante tranquilo, porque por enquanto tudo estava funcionando", acrescentou ele, que, entretanto, não descarta a possibilidade de se detectar falha em algum equipamento neste último vôo de verificação.

Vilarinho afirmou ainda que os controladores no solo tentaram sem sucesso realizar contato por rádio com o Legacy por sete vezes antes do acidente.

O vôo 1907 da Gol, que fazia a rota Manaus-Rio de Janeiro com escola em Brasília, caiu no norte de Mato Grosso. O Legacy e seus sete ocupantes conseguiram pousar com segurança numa base aérea no sul do Pará.

O tenente-brigadeiro confirmou que o jato executivo de fabricação da Embraer estava voando inadequadamente a 37.000 pés, altitude reservada ao vôo da Gol, no momento da colisão entre as duas aeronaves.

"Realmente os dois estavam no nível 370 (37 mil pés). O Legacy não deveria estar a 37 mil", afirmou o brigadeiro em entrevista coletiva, na tarde desta quinta-feira, na sede do Decea, no Rio de Janeiro. "O Gol estava o tempo todo a 37 mil."

Quando questionado sobre a possibilidade de ter havido o choque entre as duas aeronaves, o brigadeiro respondeu à Reuters: "Isso não há como negar."

Desde o último sábado, a Aeronáutica tem realizado vôos com uma aeronave de inspeção para verificar se algum equipamento de monitoração ou comunicação estaria com problemas. O último vôo de inspeção será realizado na sexta-feira sob controle do Grupo Especial de Inspeção em Vôo (Geiv).

O brigadeiro não soube informar, no entanto, qual o motivo da tentativa de contato por rádio com o Legacy por parte dos controladores, mas acrescentou que não se sabia que o avião estava na altitude errada, porque dessa forma teria sido possível evitar a colisão entrando em contato com o avião da Gol.

Em depoimento à Polícia Civil de Cuiabá, no fim de semana, o piloto do Legacy reconheceu, de acordo com o delegado responsável pela investigação, Luciano Inácio, que "por um momento a aeronave perdeu contato antes do choque, que foi perdida a comunicação com o centro de controle".

Uma das possibilidades para que o jato executivo estivesse voando na altitude reservada ao avião da Gol seria que o transponder estivesse desligado ou com defeito. O transponder é responsável por informar aos controladores a altitude do avião.

Sem o funcionamento do transponder, também fica desabilitado o sistema anticolisão da aeronave. Basta que o transponder de qualquer um dos aviões estivesse desligado para que o sistema anticolisão ficasse inoperante.

"INVERÍDICO"

O brigadeiro Vilarinho rebateu as críticas feitas pelo jornalista norte-americano do New York Times Joe Sharkey, um dos passageiros do Legacy, que considerou "precárias" as condições de controle do tráfego na Amazônia.

"Foi inverídico, quase leviano. Ele não é profissional da área e não pode falar de um sistema que ele não conhece. Nosso sistema é comparável ao dos principais países em termos de espaço aéreo, não ficamos devendo a ninguém", disse Vilarinho sobre o jornalista, que estava no Brasil fazendo uma reportagem.

De acordo com o brigadeiro, os radares em operação na Amazônia são "de última geração" e entraram em operação em 2002. Ele ainda negou que haja "buracos negros" ou "áreas cegas" no controlo do espaço aéreo do país.

A Aeronáutica voltou a afirmar que ainda não há como identificar culpados ou responsáveis pelo acidente, o pior da história da aviação brasileira. O piloto e o co-piloto do Legacy, os norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, tiveram seus passaportes apreendidos pela Polícia Federal e tem prestado depoimentos às autoridades brasileiras que investigam o caso.

"Não foi fonte oficial da Aeronáutica que falou a cerca de culpa ou responsabilidade de a, b ou c", disse Vilarinho.


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