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Rio aposta em Pan para virar pólo esportivo e expandir turismo
fonte : Revista Exame
15-Mai-2007


Sob a poeira das obras de quadras, piscinas, pistas e arquibancadas desde que foi eleito sede dos Jogos Pan-Americanos, em 2002, o Rio de Janeiro está ansioso para encerrar o trabalho dos operários. Não só porque restam cerca de dois meses para o início das competições, mas também porque o resultado de todo o trabalho – complexos preparados para receber competições internacionais de natação, atletismo, futebol, entre outros – será uma herança dos jogos que a cidade já incorporou à sua estratégia de atração de visitantes: a de se vender como pólo de esportes e turismo da América do Sul.

Governos federal, estadual e municipal se uniram em um investimento de 3 bilhões de reais para equipar a cidade a tempo da chegada dos 8.500 esportistas e oficiais que participarão do Pan, de olho no retorno financeiro que conseguirão com esse esforço. Só durante os 17 dias dos jogos, marcados para 13 a 29 de julho, o Rio deve receber uma receita extra de quase 700 milhões de dólares, graças à esperada enxurrada de cerca de 600 mil turistas, 30% deles estrangeiros. É pouco menos do que os 700 mil foliões paulistas, franceses, baianos, gaúchos, alemães e de tantas outras procedências que lotam a cidade no Carnaval. Esse é o impacto direto de receber um evento como os Jogos Pan-Americanos. O indireto ainda não pode ser mensurado, mas está na cabeça de todos que trabalham em alguma atividade ligada ao turismo: os dólares que o Rio pode conquistar se mostrar que sabe receber uma competição internacional de alto nível. Os equipamentos que ficarão como legado após o Pan, como o complexo do Maracanã recuperado, o novo estádio de futebol e atletismo João Havelange e uma Arena Multiuso em Jacarepaguá, credenciarão o Rio e o Brasil, na opinião do Comitê Organizador dos Jogos, a entrarem na briga por campeonatos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, capazes de dar visibilidade mundial à cidade-sede.

Não que o Rio já não tenha no currículo eventos internacionais de grande repercussão. A Red Bull Air Race, corrida aérea realizada em abril, foi transmitida para 80 países, segundo a secretaria de Esportes e Lazer do Rio, e reuniu 1 milhão de espectadores na praia de Botafogo – um público impressionante se comparado aos 2 milhões de pessoas que comparecem ao tradicionalíssimo Réveillon de Copacabana. Também campeonatos mundiais de vôlei de praia e futebol de areia preenchem o calendário esportivo, mas grande parte dos eventos chega ao Rio atraída apenas pela imagem de cidade maravilhosa. Com os investimentos do Pan, os cariocas agora pretendem se vender como os mais bem preparados para o esporte em toda a América do Sul. "Nós estávamos há quase 50 anos sem a construção de grandes equipamentos esportivos. Hoje não tem nada igual ao estádio João Havelange para o atletismo ou ao parque aquático Maria Lenk na América do Sul", diz o secretário municipal de Esportes e Lazer, Gustavo Cintra. "Depois do Pan o Rio fica nivelado com as cidades americanas e canadenses".


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