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Acidente TAM - Batida a 167 km/h
fonte : Jornal de Brasília
19-Jul-2007


Em vez de frear, avião acelerou logo depois que tocou o solo. Não se sabe se houve falha técnica.
Antes de bater contra o prédio da TAM Express, fora do Aeroporto de Congonhas, o Airbus A320 da TAM, com 186 pessoas a bordo teve uma aceleração repentina, segundos após tocar o solo na pista de pouso. Os últimos instantes do vôo 3054, captados pelas câmeras da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e divulgados ontem à noite à imprensa, são agora a principal pista nas mãos dos investigadores das causas da maior tragédia da história da aviação civil brasileira. No vídeo, a aeronave aparentemente acelera em vez de frear.
Segundo investigadores, a aceleração pode ter sido causada por uma tentativa do comandante de arremeter (decolar novamente depois da aterrissagem). Também é considerada a hipótese de o avião ter sofrido alguma falha técnica, deixando-o fora de controle. Para isso, a chuva, que deixou a pista escorregadia, pode ter contribuído para o desequilíbrio.

Segundo o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, as imagens mostram que o A320 teria cruzado os trechos finais da pista, a 400 metros da cabeceira a uma velocidade de 167 km/h, quando já deveria estar quase parado. O percurso do trecho foi feito em apenas três segundos pelo avião da TAM, enquanto aeronaves do mesmo porte o fazem em 10 segundos.

Quando tocou a pista, no entanto, o Airbus A320 aparentemente estava na velocidade correta para o procedimento, que é aproximadamente 240 km/h. Cinco controladores de vôo que trabalhavam na torre de Congonhas, na hora do acidente, foram ouvidos ontem pela Infraero e disseram não ter notado nada de errado, tanto que liberaram a pista para a aeronave que vinha atrás.
Todo o pouso durou 30 segundos e, de acordo com as autoridades, ainda não é possível afirmar se a falta do "grooving" (as ranhuras no asfalto que fazem o escoamento da água da chuva) contribuiu para que o avião não parasse. Pilotos acreditam que sim. Também há a hipótese de algum equipamento, como o sistema anti-skid ou freios, ter falhado.

A possibilidade que fica quase descartada é a de o avião ter tocado um ponto da pista além do normal. As imagens mostram que ele desceu antes da marca indicada como a de segurança.

A formação de uma lâmina de água na pista que tenha feito o Airbus 320 derrapar na pista do Aeroporto de Congonhas está praticamente descartada pela Aeronáutica. "Aquaplanagem é pouco provável que tenha ocorrido, mas isso saberemos em poucos dias", afirmou o chefe do Cenipa, brigadeiro-do-ar Jorge Kersul Filho.
A caixa-preta do Airbus A320 da TAM foi encontrada na madrugada de ontem e já foi encaminhada para análise de especialistas em Washington, nos Estados Unidos. A degravação das conversas das conversas da cabine de comando do avião com a torre de comando do Aeroporto Internacional de Congonhas vão começar na próxima segunda-feira, segundo Kersul Filho. No entanto, a perícia final do conteúdo deve ser concluída em 30 dias, segundo o comandante da Aeronáutica Juniti Saito.

Já os resultados finais da investigação da Aeronáutica sobre as causas do acidente devem demorar mais. Segundo Kersul Filho, as análises deverão durar dez meses – tempo ainda abaixo da média mundial para esse tipo de caso, que é de 18 meses. Ele informou que a comissão criada para investigar o acidente já colheu a maior parte dos dados possíveis e que somente após "montar um quebra-cabeça” poderá emitir as primeiras recomendações de segurança de vôo em Congonhas.

Especialistas da área de aviação civil divergem sobre a questão da responsabilidade do acidente com o Airbus A-320 da TAM, que protagonizou o pior acidente da história da aviação brasileira. Alguns, acusam o governo por negligência – por liberar a pista do aeroporto sem as chamada ranhuras. Outros acreditam que falha técnica ou até mesmo humana podem ter levado a maior tragédia aérea já registrada no País.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA), Anderson Correia, a má aderência da pista sempre preocupou os pilotos, principalmente em dias de chuva. Ele acredita que a extensão, considerada pequena, da pista principal de Congonhas, e a falta de áreas de parada que permitam a um avião de grande porte reduzir a velocidade antes de parar completamente, podem ter causado o acidente. Outro problema detectado pelo especialista seria a falta de aderência da pista, agravada pelas chuvas..


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