468










Informações Locais
Brasil
Europa
América do Sul
America do Norte
Ásia
América Central / Caribe
África
Oceania

Informações Gerais
Trabalho no Exterior
Passagens Aéreas
Dicas de Imigração
Como me Locomover
Onde Dormir
Como me alimentar
Preparar a Mochila
Quanto vou Gastar
Notícias do Turismo
Vistos e Vacinas

Comunidade
Fórum VDM
Mochileiros em Viagem

Ferramentas
Álbum de Fotos
Conversor de Moedas
Conversor de Medidas
Quiz Voudemochila

Institucional
Anuncie no Voudemochila
Quem somos
Política de Privacidade
Fale Conosco
Questões Frequentes
Indique o Voudemochila
News Voudemochila
Estatísticas do Site
Trabalhe Conosco
Mapa do Site
Links Úteis

Parceiros
Vagas de emprego Jooble

Ler notícias Home > Notícias > Ler notícias
Curiosidades da região mais árida do mundo
fonte :
23-Jul-2007


Conhecido como o mais árido do mundo, o deserto abriga paisagens fantásticas e inúmeras atrações em seus 200 km de extensão – picos nevados, lagoas de águas coloridas, vales que mais parecem miniaturas da Lua, imensas salinas e cânions que se misturam com vulcões e gêiseres. Vilarejos perdidos e ruínas de cidades dos tempos dos incas completam o exuberante cenário.

A 2.400 metros acima do nível do mar, a região de Atacama tem clima característico dos grandes desertos, com temperaturas contrastantes – no verão os termômetros oscilam entre 25oC durante o dia e 6oC à noite. A umidade relativa do ar é tão baixa que a nitidez com que se pode observar o céu faz do lugar o preferido no mundo para observações astronômicas.

Entre as atrações, destacam-se os oásis de Toconao e Peine, o Salar de Atacama, que abriga a maior reserva mundial de lítio, a Reserva Natural Los Flamencos, onde é possível apreciar os flamingos, e os gêiseres do Tatio, pontos de paradas quase obrigatórias. O Valle de La Luna, com suas grandes estruturas esculpidas pela natureza na superfície terrestre, e o Vale da Morte são outros dois importantes pontos imperdíveis.

Além dos encantos naturais, o Deserto de Atacama guarda interessantes legados históricos e arqueológicos. Os mais impressionantes são as múmias, algumas com mais de 10.000 anos, deixadas por antigos povos habitantes do deserto, principalmente os chinchorros.

Lhamas, alpacas, guanacos e vicunhas são alguns dos animais que habitam o deserto e que têm sido usados por séculos como animais de trabalho, além dos flamingos, que podem ser vistos o ano inteiro. Cactos e outros diversos tipos de arbustos compõem grande parte da flora local. Alfarrobeiras e chapares, árvores típicas de Atacama, magníficas em tamanho e forma, dão sombra aos oásis, filtrando a luz e tornando ainda mais fantástico o cenário da região.

Lugares pouco visitados como a Passagem de Jama, repletas de lagoas e salares, os pequenos balneários onde o deserto se encontra com o Pacífico e ruínas de missões entram nos roteiros das operadoras e se tornam atrações turísticas.

Base O vilarejo de São Pedro de Atacama é a base de todos que visitam o Deserto de Atacama: um oásis com ares de Babel e todo o conforto disponível para quem pode pagar – os preços da cidade são moldados pelos euros que chegam com as pencas de europeus) – mas que também abriga mochileiros e turistas pouco exigentes em hostales com diárias mais acessíveis.

São Pedro se resume a poucas ruas além da principal, a Caracoles, onde se concentra a maior parte dos restaurantes, o comércio e as agências que organizam passeios, além da praça onde está o museu Gustavo Le Paige, com interessantes tesouros arqueológicos.

São muitas as possibilidades de passeios. O mais prático e seguro é recorrer às agências que oferecem pacotes com roteiros de três ou quatro dias. Aos mais desgarrados, também há a possibilidade de alugar carros ou bicicletas e tentar a sorte com um mapa em mãos.

Vale lembrar que as variações de temperatura são enormes, não há muita sinalização e anda-se boas distâncias sem avistar viva alma para dar informação. Além disso, um bom guia pode transformar o passeio numa aula sobre os povos primitivos que habitaram a região, sobre as curiosidades do ecossistema e sobre a cultura local.

Bem perto de São Pedro está o Vale da Lua, um dos pontos imperdíveis da viagem. É um cenário que faz jus ao nome, com dunas e rochas esculpidas pelo vento. Lá, a aridez é tanta que não há um inseto. De bicho, apenas o homem que cisma em subir alguma montanha e esperar o sol se pôr, iluminando os cumes nevados dos vulcões ao fundo.

Outro passeio com ares de viagem espacial é a subida aos Gêiseres Del Tatio, a 4,3 mil metros de altitude e situados a duas horas de carro de São Pedro. Quem se dispõe a acordar às 4h para chegar antes de o dia clarear e encarar temperaturas abaixo de zero presencia um espetáculo de nuvens e jatos d’água que brotam de vários pontos do chão, numa área com a dimensão de alguns campos de futebol. Esse fenômeno se deve ao contato de um rio subterrâneo que passa bem próximo a uma área de alta temperatura, por causa da atividade do vulcão Tatio.
Ainda nessas altitudes há um último desafio para quem já madrugou e encarou o frio cortante: um mergulho na piscina formada pelas águas quentes que brotam da terra. Entrar é fácil; dura é a hora de sair.


mais notícias