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Dono da JetBlue lança companhia aérea no Brasil
fonte : Reuters
28-Mar-2008



SÃO PAULO - A mais nova empresa aérea brasileira, lançada hoje pelo
empresário David Neeleman, surge sem um nome definido. Mesmo assim, já
entra para o mercado como sendo a segunda empresa mais capitalizada no
lançamento em toda a história da aviação mundial, com aporte de US$ 150
milhões - recorde no Brasil. Com início de operações previsto para janeiro
de 2009, a empresa também será a primeira companhia instalada no país a
utilizar aviões da fabricante Embraer.

Com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) e de outros bancos privados, a companhia fechou um contrato de US$
1,4 bilhão com a Embraer por 36 jatos modelo EMB 195 - os maiores da
fabricante, com capacidade para até 122 passageiros. Além desses pedidos
firmes, foram adquiridas também 40 opções para o mesmo avião, que se
exercidas podem elevar a transação para US$ 3 bilhões. As três primeiras
aeronaves devem ser entregues em dezembro, segundo Neeleman.

Vamos operar com uma estratégia de dois pontos em mente: uma é fazer
crescer o bolo para ter mais passageiros em rotas hoje desatendidas ou mal
servidas. A outra é baixar alguns preços para pegar passageiros que hoje
utilizam ônibus ou simplesmente não viajam, diz Neeleman. Mesmo ajustando a
proporção entre o Brasil e os EUA, uma análise do tamanho do PIB em relação
ao número de viagens aéreas no país mostra que há espaço para um mercado
três ou quatro vezes maior, acrescenta.

O presidente da fabricante Embraer concorda: Nos EUA, em média, cada pessoa
viaja duas vezes por ano de avião. No Brasil, apenas uma em quatro pessoas
viaja uma vez por ano dessa forma. As oportunidades são imensas, afirma
Frederico Fleury Curado.

Segundo Neeleman, o avião da Embraer é um dos fatores que permitem
perseguir essas metas. Menores, mas não pequenos, como explica, eles são
adaptados para o modelo que a empresa quer adotar, sem roubar passageiros
das grandes, mas estimulando o tráfego em rotas alternativas. Há muitas
cidades grandes no Brasil que não são ligadas diretamente e isso é um
inconveniente que limita o mercado, avalia.

Sobre o quanto poderia reduzir os preços das passagens, o empresário faz
mistério: Não sei (quanto podemos reduzir). Na verdade sei, mas não vou
falar, brincou, garantindo que não vai fazer loucura. Segundo ele, o tipo
de operação da empresa no país vai garantir um custo por viagem mais
competitivo, embora o custo por assento, por conta do preço dos
combustíveis no Brasil, fique um pouco (apenas um pouco, ressalta) acima do
que o verificado pela JetBlue. E lembra que, embora o EMB represente um
aumento de 5% no consumo em relação aos EMB 190 da irmã norte-americana,
ele garante também um aumento de 18% no número de assentos. O número de
pessoas que precisamos ter no avião para tornar a viagem lucrativa é menor
no nosso modelo, diz Neeleman.

Ele explica, inclusive, que uma eventual guerra tarifária iniciada pelas
grandes TAM e Gol não seria prejudicial à empresa, embora não acredite
nessa possibilidade. Eles têm grande competência com seus modelos e não
creio que tentem afetar nossas operações. Mas somos a segunda empresa mais
capitalizada em seu início no mundo, e se quiserem uma guerra, temos
dinheiro o suficiente para nos manter, diz Neeleman.

Segundo ele, o mercado brasileiro tem espaço o suficiente para acomodar uma
terceira empresa aérea de grande porte. Na avaliação, simplesmente ignora a
OceanAir, atual terceira colocada no ranking nacional e que tem a intenção
de ampliar sua fatia no país. De acordo com Neeleman, as condições
econômicas brasileiras são muito favoráveis, especialmente para o modelo
que quer implantar.

O empresário afirma que a percepção do espaço para uma nova companhia no
país é equivocado, como era em Nova York quando lançou a JetBlue. Hoje,
afirma, cinco anos após investir US$ 135 milhões na empresa, ela já tem em
caixa US$ 1 bilhão, apesar da competição acirrada. Mas, apesar das
semelhanças com a JetBlue, Neeleman reiterou que as duas companhias serão
totalmente independentes, embora ele tenha uma participação significativa
em ambas, sendo inclusive presidente do conselho da norte-americana. O
empresário vive nos Estados Unidos, mas nasceu no Brasil.


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